Ceriblog

Creatio Continua

Lines to a Girl 5 Days After Her 21st Birthday

Back to the Palace

And Home to a stone

She travels the fastest

Who travels alone

Back to the pasture

And home to a bone

She travels the fastest

Who travels alone –

Back to all nothing

And back to alone

She travels the fastest

Who travels alone

But never worry, gentlemen

Because there’s Harry’s Bar

Afderas on the Lido

In a low slung yellow car

Europeo’s publishing

Mondadori doesn’t pay

Hate your friends

Love all false things

Some colts are fed on hay

Wake up in the mornings

Venice still is there

Pigeons meet and beg and breed

Where no sun lights the square

The things that we have loved are in the gray lagoon

All the stones we walked on

Walk on them alone

Live alone and like it

Like it for a day

But I will not be alone, angrily she said

Only in your heart, he said. Only in your head.

But I love to be alone, angrily she said.

Yes, I know, he answered

Yes, I know, he said.

But I will be the best one. I will lead the pack.

Sure, of course, I know you will. You have a right to be.

Come back some time and tell me. Come back so I can see.

You and all your troubles. How hard you work each day.

Yes I know he answered.

Please do it your own way.

Do it in the mornings when your mind is cold.

Do it in the evenings when everything is sold.

Do it in the springtime when springtime isn’t there

Do it in the winter

We know winter well

Do it on very hot days

Try doing it in hell.

Trade bed for pencil

Trade sorrow for a page

No work it out your own way

Have good luck at your age.

  • texto escrito em 1951 por Ernest Hemingway. Retirado do  livro ‘Ernest Hemingway – Complete Poems’
retirado do livro ‘Dylan on Dylan’. traduzido por ceriblog.

Existe uma historia de um monge que diz o seguinte:

De uma criança você deve aprender (1) Seja sempre Feliz (2) Chore por tudo o que você quer.

De um ladrão você deve aprender: (1) Trabalhe de Noite (2) Se você não Conseguir o que Quer, tente Novamente na Próxima Noite (3) Ame seus Companheiros de Trabalho (4) Arrisque sua Vida por Pequenas Coisas (5) Não dê muito valor a Nada, mesmo que Tenha Arriscado sua Vida por isso – Faça como um Ladrão, revenda o objeto por uma Fração do seu Valor Real (6) Suporte todo o tipo de Misérias e Torturas, mas Permaneça quem Você é (7) Acredite que seu Trabalho vale a pena e não Mude de Opinião.

Eu achei isso ótimo, e tive que escrever para me lembrar.

Quando escrevo uma música penso naquela luz efêmera.

Você sabe,  é o som da rua com os raios de sol, o sol brilhando em uma hora particular, em um prédio específico. Um certo tipo de pessoas andando por um certo tipo de rua. É um som lá de fora que vem pelas janelas e que você consegue ouvir. É o som de sinos e de trilhos de trem distantes e discussões em apartamentos e o barulho dos talheres e facas e garfos e tiras de couro.

Isso é tudo – tudo que preciso está ali.

A Caça – Entrevista MultiTV Cidades (16/07/2018)

283 – Os Homens que Preparam

Saúdo todos os indícios da vinda de uma época mais viril e mais guerreira que irá recolocar a honra e a bravura! Porque essa época deve abrir caminho para outra mais elevada ainda, e recolher a força de que esta terá necessidade um dia – quando introduzir o heroísmo no conhecimento e fizer a guerra pelo pensamento e por suas consequências.

Aí está porque agora são necessários homens valentes que preparem o terreno; esses homens não podem surgir do nada – e tampouco da areia e escuma da civilização de hoje e da educação das grandes cidades: são necessários homens silenciosos, solitários e decididos, que saibam contentar-se com a atividade invisível que perseguem: homens que, com uma propensão à vida interior, procurem em todas as coisas o que há de superar nelas: homens que possuem neles a serenidade, a paciência, a simplicidade e o desprezo das grandes vaidades, bem como a generosidade na vitória e a indulgência com relação às pequenas vaidades de todos os vencidos; homens que tenham um juízo preciso e livre em todas as vitórias e na parte de acaso que há em toda vitória e toda glória; homens que tenham suas próprias festas, seus próprios dias de trabalho e de luto, habituados a comandar com segurança, igualmente prontos a obedecer quando for necessário, igualmente altivos como se seguissem sua própria causa tanto num como em outro caso; homens mais expostos, mais fecundos, mais felizes!

Porque, acreditem em mim! – O segredo para colher a existência mais fecunda e o maior prazer da vida é viver perigosamente. Construam suas cidades na beira do Vesúvio! Enviem seus navios para os mares inexplorados! Vivam em guerra com seus semelhantes e com vocês mesmos! Sejam salteadores e conquistadores, uma vez que não podem dominar e possuir: vocês, que procuram o conhecimento!

* da obra ‘A Gaia Ciência’, de Friedrich Nietzsche

Curta-Metragem Inventário (16/06/2018 – Folha de Londrina)

MATÉRIA DO JORNAL FOLHA DE LONDRINA (16/06/2018) ESCRITA POR MARIAN TRIGUEIROS. FOTO DE MARINA PIRES.

Quando o diretor de cinema Rafael Ceribelli leu pela primeira vez o roteiro do curta metragem “Inventário”, dois anos atrás, teve a certeza de que a história não ficaria guardada na gaveta. Era o primeiro texto do gênero da jornalista Alessandra Pajolla para conclusão de um curso para o Núcleo de Dramaturgia Audiovisual Londrina do Sesi, que, à época, nem imaginava o que estaria por vir a partir dali. A vida deu pequenas voltas e, pouco tempo depois, os dois trabalhariam juntos em outros projetos. Com a aproximação, durante um intervalo e outro, trocavam ideias para ajustes e melhorias do roteiro em questão. “A ideia central foi mantida; o texto foi sendo apenas lapidado e amadurecido”, lembra o diretor, sobre os tratamentos realizados posteriormente pela autora.

De lá para cá, a vontade de ambos em tirá-lo do papel e gravar foi tomando corpo. “Participei de praticamente todo o processo. Como seria o primeiro roteiro que não era meu que dirigiria, isso me ajudou a formatar a maneira como contaria essa história e transformaria a ideia em outra linguagem e imagens”, relata Ceribelli. A aprovação do roteiro no edital de Produção e Distribuição de Obras Audiovisuais, realizado em 2017 pela Seec (Secretaria de Estado da Cultura), em parceria com a Ancine (Agência Nacional de Cinema), foi o pontapé que precisavam. O edital contemplou sete projetos do interior do Estado, sendo seis de Londrina. “Começamos, então, a produção e a execução propriamente dita com todas suas aventuras, desafios e limitações.”

Uma dessas dificuldades seria encontrar espaços para a gravação das cenas, já que não há na cidade nenhum estúdio específico para a atividade. O levantamento de locações ficou a cargo do produtor de locação e designer de produção Bruno Marconato que, em sua pesquisa, incluiu pontos que fazem parte da história da população de Londrina, porém, não são, necessariamente, turísticos. Entre eles, está a redação de jornalismo da Folha de Londrina, localizada desde 1957 no Condomínio Conjunto Folha de Londrina (que integra o complexo composto pela sede do Grupo Folha de Comunicação, Edifício Angélica e Edifício Mônaco). Na lista de locação estão ainda o tradicional Estoril Bar (aberto em 1962 por Lucílio Antunes Anacleto), Ferro Velho Batista, Barbearia Londrina e Pedreira da região Sul.

GRAVAÇÕES

O primeiro dia de gravações aconteceu há duas semanas, na redação da FOLHA, e movimentou um grupo de cerca de 30 pessoas entre atores, figurantes e equipe técnica. “A história não é caracterizada na cidade, mas em um grande centro urbano não declarado. Porém, quem é de Londrina conseguirá reconhecer alguns locais”, explica Marconato. Para que os ambientes estivessem dentro da perspectiva visual da direção de fotografia comandada por Anderson Craveiro, foram feitas apenas pequenas intervenções, como retirada ou colocação de alguns objetos. “Todos esses lugares são espaços que trazem muito das características das pessoas que fazem parte dali. A redação da Folha de Londrina é um ambiente com vida, que realmente funciona, o que traz ainda mais veracidade para a cena”, pontua.

Na cena gravada, o protagonista – Ralf, um cartunista de meia idade vivido pelo ator Adriano Garib – caminha por parte da redação até chegar à sala de seu chefe vivido pelo jornalista e ator Jersey Gogel, quando leva um esporro e, depois, sai direto para o bar, neste caso, o Estoril (no Centro Comercial). Apesar dos poucos minutos, será possível ter uma ideia de onde trabalham os jornalistas da Folha de Londrina, cuja configuração das mesas está distribuída em “ilhas”, mostrando a dinâmica de uma redação de jornal. “Não entrava da redação do jornal há mais de 20 anos e, nestas gravações, revivi muita coisa e revisitei alguns lugares do período em que morei na cidade, de 1983 a 1994. A escolha das locações pela equipe foi de extrema sensibilidade, que também executou planos ambiciosos de filmagem”, comenta Garib, que é formado em Jornalismo pela UEL (Universidade Estadual de Londrina).

A história de “Inventário” trata de questões familiares e a relação conturbada com o pai que o cartunista Ralf tem de reviver após a morte dele. “Ralf é um artista talentoso e criativo que desenha em todos os cantos. Tem um perfil taciturno e ao mesmo tempo muito boêmio, como os jornalistas da velha guarda. Depois da morte do pai, ele precisa superar os traumas que o atormentam e acertar as contas com o passado”, detalha a roteirista Pajolla, que também é assistente de direção do curta. As locações escolhidas, bem como os atores e equipe técnica, segundo ela, trouxeram outras perspetivas ao roteiro que ganhou outras camadas com a participação dos profissionais. “A partir do momento em que se entrega o roteiro, a história não é mais sua. Ver de perto essa transformação não foi fácil, mas foi surpreendente”, avalia.

LONDRINA NA ROTA

No total, sete projetos de curtas foram contemplados neste mesmo edital com verba exclusiva para cidades do interior; cada um receberá o recurso de R$ 60 mil. Ao todo, o edital destinou no Estado R$ 3,75 milhões para a produção de curtas e longas-metragens, telefilmes e projetos de distribuição de obras cinematográficas em geral. Nesta lista, estão ainda os curtas-metragens londrinenses “Pequenos Delitos”, de Roberta Shizuko Takamatsu; “A Rainha Negra das Passarelas”, de Artur Ianckievicz Filho Cleo; “Redenção”, de Alessandra Pajolla, “Nigredo”, de Auber Silva Pereira Filho; e “O Padre e o Bento”, de André Luiz Bett Batista, da cidade de Maringá.

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