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(O Londrinense – 19/06/2019)

Matéria ‘O Cinema em Londrina’, publicada no jornal O Londrinense

Produções cinematográficas da cidade ganham forma e levam seu nome para festivais dentro e fora do Brasil com prêmios e indicações

Escrito por: Vinícius Fonseca

Hoje, 19 de junho, é comemorado o “Dia do Cinema Brasileiro”. E a cidade de Londrina tem muito do que se orgulhar nessa data. Embora relativamente distante do eixo Rio-São Paulo, o município se notabiliza por suas produções cinematográficas. São curtas, longas e até séries para a televisão sendo rodadas com equipes de profissionais que nasceram ou escolheram a “pequena Londres” como o seu lugar de morada. Algumas dessas obras têm, inclusive, representado o País em Festivais Internacionais.

O cineasta Rafael Ceribelli viveu essa experiência recentemente quando o curta “Inventário” (2019) recebeu o prêmio de melhor curta-metragem (Drama) no Creation International Film Festival (CIFF), em Apple Valley, Califórnia. Este é o primeiro prêmio da obra que já havia sido indicada à categoria de design de produção no RedLine International Film Festival no Canadá. “Esses prêmios e indicações validam o trabalho de toda uma equipe e isso é sempre muito bom”, comemora. Ele lembra que já teve um curta circulando em festivais internacionais, como foi o caso de “A Caça” (2017). Filme que, segundo o próprio cineasta havia sido feito como equipe reduzida e recursos próprios.

Aliás, sobre o set de trabalho e as amizades que são formadas nesse meio, Ceribelli reforça ainda mais o potencial de Londrina para as produções da 7ª arte. “(A cidade), tem sempre jovens criando e se especializando, querendo fazer cinema”, diz ele ao lembrar que se envolveu de forma direta ou indireta em diversas obras locais nos últimos anos.

A efervescente vocação cultural de Londrina, com a realização de festivais em diferentes segmentos – inclusive cinema – e o espírito de uma cidade estudantil com a presença de Instituições de Ensino Superior, dentre elas a Universidade Estadual, e seus cursos voltados à artes são alguns dos motivos elencados para justificar a forte cena cinematográfica da cidade.

Bastidores de Inventário, estrelado por Adriano Garib (Foto Marina Pires)

As qualidades londrinenses também são destacadas pela roteirista Alessandra Pajolla, que escreveu “Inventário”, além de já ter roteirizado e dirigido o curta “Redenção”, também de 2019. Para ela, embora a cidade esteja fora do eixo Rio-São Paulo, referência da produção cinematográfica nacional, a cidade tem inúmeras vantagens que podem ser aproveitadas. “Londrina tem profissionais excelentes e cursos para capacitar mais gente. Uma cidade com belas locações e cujas produções custam mais barato do que nos grandes centros”, indica.

Como o grande desafio, não só de Londrina, mas de todo o cinema nacional, Alessandra aponta a formação de público. De acordo com a roteirista, é muito difícil para filmes brasileiros competirem com o grande investimento das produções de Hollywood. “Formar o público é um desafio que passa pelo entrave da distribuição. É preciso mais salas e horários”, considera. “Hoje, quando um filme nacional estreia, o público tem que correr para o cinema porque é grande a probabilidade de ficar apenas uma semana em cartaz. Se estrear com algum blockbuster, não tem como competir”, lamenta.

Dono de uma longa carreira na produção cinematográfica e um dos coordenadores da produtora Kinopus, o cineasta Rodrigo Grota concorda que ainda é necessário pensar em formas de aumentar o público, mas pondera que o cinema nacional tem melhorado seus números com o passar dos anos.

Cartaz do filma Isto (não) é um Assalto

Ele cita o exemplo do filme-documentário, “Isto (não) é um Assalto”, que teve mais de 1 mil espectadores ao longo de três semanas, primeiro longa local a ser exibido em circuito comercial na cidade. “Isso sem verba para divulgação. Considero que esse público foi ótimo para um longa que teve um orçamento irrisório de R$ 45 mil”, vibra.

A frente da “Super Família” (2019), primeira série ficcional para TV rodada em Londrina, Grota avalia que a cidade atua tanto de forma decisiva quanto de forma indireta em cada uma das obras que saem daqui. “Gosto da ideia de que a cidade é ao mesmo tempo algo tão presente e também tão oculta. A cidade já tem um imaginário. Nosso papel é tentar nos aproximarmos desse sentimento que, de certa forma, sempre escapa”.

O nome de Londrina levado longe

Em Londrina já foram produzidos curtas, longas, documentários, séries. Produtos cinematográficos que têm circulado o Brasil e o mundo em festivais de cinema. E levado o nome da cidade cada vez mais longe.

O empresário e produtor cultural, Bruno Marconato começou a se interessar pelos trabalhos produzidos aqui em 2014 e desde então veio se especializando na área e compondo equipes nos sets de filmagem.

Marconato lembra que, em 2018, foi aberto um edital voltado ao interior do Paraná, pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Sisprofice), voltado ao audiovisual e dos sete projetos selecionados, seis eram de Londrina. “Desses eu trabalhei em quatro produções”, lembra ele.

Em “Inventário”, uma das produções com a qual esteve envolvido, Marconato foi responsável pela equipe indicada a prêmio RedLine International Film Festival no Canadá e vê isso como um sinal de que o cinema londrinense tem tudo para ir cada vez mais longe. “A indicação é a prova que as equipes de Londrina estão prontas para extrapolar a cidade e ocupar outros espaços. As produções daqui tendem a crescer em qualidade”, sinaliza.

Para Rodrigo Grota, que também já foi premiado com produções rodadas por aqui, há algo de especial em retratar Londrina e representa-la em festivais pelo Brasil e pelo mundo. “Fico feliz, pois Londrina tem uma história, uma memória afetiva, e os filmes contribuem para que essa paisagem ficcional possa ser ampliada. Quase todos os filmes que dirigi só poderiam ser rodados em Londrina”, diz.

Arranjo Produtivo Local impulsiona o cinema londrinense

A indústria audiovisual em Londrina acaba gerando diversos empregos e movimenta a economia local. Estima-se que sejam gerados aproximadamente 1 mil empregos diretos e até 5 mil postos de trabalho de forma indireta.

Para melhor organizar o setor e dar mais representatividade a ele em âmbito estadual e nacional, foi fundado, em 2017, o Arranjo Produtivo Local (APL), para o fomento do audiovisual, conforme lembra o atual presidente do órgão, Guilherme Peraro. “Reunimos algumas produtoras e cada um contou sobre as dificuldades que enfrentava. A partir disso criamos o APL”. 

Segundo Peraro, os “frutos” colhidos por Londrina hoje, remontam a um trabalho de, pelo menos, duas décadas, quando começou a ser idealizado o primeiro festival do segmento na cidade. “Fazer cinema é muito caro. Você precisa de um alto investimento, envolve muitas pessoas, mas com esses 20 anos de aprendizado é muita experiência”, relata.

Ainda de acordo com o presidente do APL, para manter o bom nível das produções no município é preciso formar ainda mais mão de obra qualificada e a instituição pretende se valer do perfil universitário existente por aqui. “Nós temos uma pós-graduação em cinema, mas o objetivo do APL é que possamos ter uma graduação na área aqui também”, revela.

Perspectivas para o Futuro  

Embora a produção cinematográfica no Brasil imponha desafios como a necessidade da formação de mão de obra qualificada e a necessidade da captação de recursos através da Agência Nacional do Cinema (Ancine), as perspectivas para o futuro do mercado, em Londrina são as melhores possíveis. “A Ancine vive um momento dramático, com os recursos paralisados, o que afeta todos os projetos não só de Londrina, como do país”, lamenta a roteirista Alessandra Pajolla. “Torço para que essa triste fase passe logo, porque o audiovisual é fundamental para a cultura e também para a geração de empregos”, completa

Para Guilherme Peraro, Londrina tem pessoas interessadas em fazer cinema e isso é importante para garantir o futuro da 7ª arte. E reforça, que a capacitação de pessoas e das produtoras são fundamentais. Também, segundo ele, o arranjo produtivo local tem trabalhado para firmar parcerias com os governos local e estadual para viabilizar recursos para as produções. “O APL tem trabalhado para que esses itens sejam garantidos. Com isso teremos boas perspectivas para o futuro”, acredita.

Animado com o que vê na cena local, o diretor Rafael Ceribelli, tem uma visão otimista para o futuro do cinema do município.  “As perspectivas são de gente nova sendo inspirada por uma geração que passou do cinema londrinense. A renovação do pensamento no cinema é o que faz uma cena, a cena nunca é feita de uma pessoa só”.

Para ele, enquanto Londrina mantiver esse espírito cultural, o cinema resistirá, pois tem como uma de suas principais características vencer o tempo. “Um filme marca um momento da vida de todo mundo que participou. Isso que é gratificante. O cinema te dá uma perspectiva de eternidade e enquanto esse sentimento estiver vivo, vai existir cinema”.

 Confira a lista com algumas produções londrinenses realizadas entre 2018 e 2019

  • A Rainha Negra das Passarelas (Artur Ianckievicz, 2019, curta);
  • Dramátika (Guilherme Peraro, Jackeline Seglin, Marina Stuchi, Renato Forin, Rodrigo Grota, 2019, longa-metragem);
  • Inventário (Rafael Ceribelli, 2019, curta);
  • Nigredo (Auber Silva, 2019, curta);
  • O Bispo e o Artista: A Herança Cultural dos Irmãos Sigaud (Luciano Pascoal, 2019, longa-metragem documentário);
  • Pequenos Delitos (Rodrigo Grota, 2019, curta);
  • Redenção (Alessandra Pajolla, 2019, curta);
  • Super Família (Rodrigo Grota, 2019, série de TV);
  • Astro Negro (Gustavo Nakao, 2018, curta);
  • Grünstadt (Celina Becker, 2018, curta)
  • Hiato (Diogo Blanco, 2018, curta);
  • Isto (não) é um assalto (Rodrigo Grota, 2018, longa-metragem documentário);

*Dados APL  

** Nome dos diretores das produções

Enchiridion

Quotes from the book Enchiridion, by Epictetus

Philosophy as a way of life makes men free. It is the last ditch stand of liberty in a world of servitude. This knowledge of ourselves makes us free in a world of dependencies.

You must watch, you must labor, you must get the better of certain appetites, must quit your acquaintances, be despised by your servant, be laughed at by those you meet; come off worse than others in everything—in offices, in honors, before tribunals. When you have fully considered all these things, approach, if you please—that is, if, by parting with them, you have a mind to purchase serenity, freedom, and tranquillity. If not, do not come hither; do not, like children, be now a philosopher, then a publican, then an orator, and then one of Caesar’s officers. These things are not consistent. You must be one man, either good or bad. You must cultivate either your own reason or else externals; apply yourself either to things within or without you—that is, be either a philosopher or one of the mob.

For sheep do not hastily throw up the grass to show the shepherds how much they have eaten, but, inwardly digesting their food, they produce it outwardly in wool and milk.

Upon every accident, remember to turn toward yourself and inquire what faculty you have for its use. If you encounter a handsome person, you will find continence the faculty needed; if pain, then fortitude; if reviling, then patience. And when thus habituated, the phenomena of existence will not overwhelm you.

While he permits you to possess it, hold it as something not your own, as do travelers at an inn. and though you should appear to others to be somebody, distrust yourself.

The condition and characteristic of a vulgar person is that he never looks for either help or harm from himself, but only from externals. The condition and characteristic of a philosopher is that he looks to himself for all help or harm. The marks of a proficient are that he censures no one, praises no one, blames no one, accuses no one; says nothing concerning himself as being anybody or knowing anything. When he is in any instance hindered or restrained, he accuses himself; and if he is praised, he smiles to himself at the person who praises him; and if he is censured, he makes no defense. But he goes about with the caution of a convalescent, careful of interference with anything that is doing well but not yet quite secure. He restrains desire; he transfers his aversion to those things only which thwart the proper use of our own will; he employs his energies moderately in all directions; if he appears stupid or ignorant, he does not care; and, in a word, he keeps watch over himself as over an enemy and one in ambush.

Whatever rules you have adopted, abide by them as laws, and as if you would be impious to transgress them; and do not regard what anyone says of you, for this, after all, is no concern of yours. How long, then, will you delay to demand of yourself the noblest improvements, and in no instance to transgress the judgments of reason? You have received the philosophic principles with which you ought to be conversant; you have been conversant with them. For what other masters, then, do you wait as an excuse for this delay in self-reformation? You are no longer a boy but a grown man. If therefore, you will be negligent and slothful, and always add procrastination to procrastination, purpose to purpose, and fix day after day in which you will attend to yourself, you will insensibly continue to accomplish nothing and, living and dying, remain of a vulgar mind.

This instant, then, think yourself worthy of living as a man grown up and a proficient. Let whatever appears to be the best be to you an inviolable law. And if any instance of pain or pleasure, glory or disgrace, be set before you, remember that now is the combat, now the Olympiad comes on, nor can it be put off; and that by one failure and defeat honor may be lost or—won. Thus Socrates became perfect, improving himself by everything, following reason alone. And though you are not yet a Socrates, you ought, however, to live as one seeking to be a Socrates.

Enchiridion

Trechos retirados da obra “Enchiridion”, de Epictetus. Traduzido por Ceriblog.


A Filosofia, como um modo de vida, faz os homens livres. É a última instância de liberdade em um mundo de servidão. O conhecimento de nós mesmos nos faz sermos livres em um mundo de dependências.

Quando possuir algo, sempre se lembre de que aquilo não é seu. Seja como um viajante que passa por uma taverna. E mesmo se você for reconhecido por outras pessoas, sempre desconfie de si mesmo.

[sobre o ato de pensar] As ovelhas não vomitam a grama para mostrar ao pastor o quanto que comeram. Ao invés disso, elas digerem a grama internamente e demoram para produzir leite e lã.

A condição característica da pessoa vulgar é que ela nunca examina as qualidades boas e prejudiciais de si mesmo, mas apenas dos outros.

A condição característica do filósofo é que ele olha para dentro de si em todas as ocasiões. Um verdadeiro pensador não censura ninguém, não elogia ninguém, não culpa ninguém, não acusa ninguém; ele não diz nada sobre si mesmo e admite não saber nada e não ser ninguém. Se, em algum momento, o filósofo está prejudicado ou preso, ele acusa apenas a si mesmo; se ele é elogiado, ele ri para si mesmo; e se ele é criticado, ele não se defende.

Ele se move com uma convalescência, com o cuidado de interferir em qualquer coisa que faz bem, mas nunca seguro de si. Ele restringe seu desejo; ele transfere sua aversão à tudo que interfira em sua própria vontade; ele usa sua energia moderadamente, em todas as direções; se ele parece estúpido ou ignorante, ele não se importa. Em uma palavra, ele observa a si mesmo como um inimigo que está prestes a emboscá-lo.

É preciso observar, é preciso trabalhar, é preciso melhorar os próprios apetites, renegar seus conhecidos, ser desprezado pelos seus servos, ser alvo de piadas daqueles que te encontram; ser pior do que todos, em tudo – no trabalho, nas honras, nos tribunais. Assim que você tiver considerado todas essas possibilidades, se aproxime delas. Ou seja, estando em paz com estes caminhos, você terá uma mente pronta para te dar serenidade, liberdade e tranquilidade.

Aproveite este momento. Fique imerso em suas particularidades. Responda àquela pessoa, este desafio, esta tarefa. Não se esquive. Não dê atenção aos problemas desnecessários. É a hora de viver; de apreciar completamente a situação em que você se encontra agora.

Wreckage – Redline International Festival

On the set of Wreckage with Bruno Marconato (Production Designer nominated at Redline International Festival)

It was a thrill to have our movie Wreckage (that I’ve directed and edited), nominated at the category of Best Production Design at Redline Film Festival. This post is an interview with Matthew Toffolo, one of the festival creators that states what this festival is about. The interview below was made by www.festivalcreators.org


Founded as a passion project by indie filmmakers, Redline’s goal is to shine a light on the films and filmmakers that the mainstream media frequently overlook. As filmmakers ourselves, we have far too often seen quality films being turned away from festivals because they didn’t meet the proper mainstream “criteria”. We strongly believe that film-making is one of the most profound mediums through which art can be created, and should not have to adhere to conventional ideas in order to be celebrated. Which is why, through our monthly festival, we aim to promote those who create art through the medium of film and continue to push the envelope in artistic creation.


Matthew Toffolo: What is your Film Festival succeeding at doing for filmmakers?

Redline: One of the things that we take the most pride in is giving as much value to filmmakers who submit as we possibly can. One of the things that we have seldom seen offered by other festivals & competitions, which we offer and believe is very helpful to filmmakers, is promotional reviews written by film critics for some of the winning films we select. As filmmakers ourselves, one of the most valued things we could ever get for one of our new short films is in-depth feedback. There is no greater feeling than hearing directly from someone who’s watched and dissected your film and came to the end having understood what you we’re trying to accomplish with it, and enjoying it in the process.

We also pride ourselves in leaving politics at the door. No film is off-limits when it comes to our selection process. A good film is a good film, whether it’s a tough-to-watch dramatic subject matter, or a fun crude comedy flick, all films are given a fair shot. Many times this leads to us selecting and showcasing films that sometimes get overlooked throughout the festival circuit purely based on subject matter alone. We offer a platform for ALL filmmakers who make quality films to be showcased and promoted without judgement.

What would you expect to experience if you attend the festival this year (2018)?

Our in person screenings are monthly and are exclusively for those who have signed up and registered as jury members. For those members, they should expect a curated selection of some amazing short films from all around the globe! Our main focus is to continue improving on quality as well as increasing value to filmmakers.

What are the qualifications for the selected films?

In general, we accept films up to 25 minutes in length made within 18 months of the submission period. We accept live-action, documentary and animated shorts from all genres.

Do you think that some films really don’t get a fair shake from film festivals? And if so, why?

Absolutely. As we stated before, festivals and competitions are sometimes very political. Whether they are trying to appease to a certain audience, or they have sponsors they need to keep happy – many implications can cause a skew in the selection process. This causes films that may have more offensive or hard-to-watch subject matters to be passed over, regardless of the quality of film. We have always had the mantra that we select the best films, period. We don’t take into consideration what the mainstream media’s opinions would be, and we will never adjust selections to appease sponsors. We simply choose the best films, always.

What motivates you and your team to do this festival?

After years of us being on the submitting end of the process, we grew tired of festivals and competitions who either 1. Select nearly every submissions to fill their quota’s and keep filmmakers happy, rendering a selection worthless 2. Offer no value to the filmmakers submitting and 3. Selecting mostly mainstream type films to appease sponsors and a wide audience. We’re not trying to repeat ourselves too much here, but I think you can probably see a trend when it comes to our gripes with the traditional festival circuit. Essentially, we wanted a festival that represented our taste in films, that would choose obscure films that some may not enjoy, but clearly bring value to an audience who is willing to give them a chance. Bringing value to filmmakers that are like us, that have been in our situation, that’s what really keeps us going.

How has your FilmFreeway submission process been?

Fantastic. The service is simple to use, extremely responsive when you have an issue, and wonderfully designed. The only issue now is how popular it’s becoming – it’s getting more and more difficult to get promotional spots as more and more festivals flow in to use the platform – which makes sense as they are by far the best submission site we’ve seen, both on the submission and festival end.

Where do you see the festival by 2023?

We hope to see it be a widely accepted stamp of quality. We want our laurel to represent filmmaking at its finest. Whether that means having massive screenings and events, or simply being a highly coveted award competition – that is yet to be decided. However, we do know that we want filmmakers to be proud of being selected by our team, and we hope to continue offering them as much value as we possibly can.

In one sentence, what makes a great film?

A great film is one that moves it’s audience – one that strikes a personal chord and makes them feel deep emotion. I’m never happier than when I’m sitting and watching a film – a work of art created by the coming-together of so many talented hands – that makes me completely forget I’m watching a screen and completely transports me and captivates me into this crafted world. A great film takes you on a journey and makes you forget about all your troubles, even for a brief moment.

How is the film scene in your city?

For the most part, fantastic. Toronto has a great film scene with so many talented filmmakers, although it’s quite small. It’s common practice that when you make it “big” you leave for either New York or Los Angeles to pursue “bigger” and “better” things. Hopefully this mentality changes in the near future, as there are fantastically talented productions and people working in Toronto all the time whom could benefit greatly if the industry grew. Things like the Toronto International Film Festival are starting to put Toronto on the map more and more within the industry though, which is fantastic! We hope Redline IFF can contribute to growing the industry here as well.

Inventário – Redline Film Festival

Recebi hoje a ótima notícia de que nosso curta-metragem Inventário foi selecionado no Redline International Film Festival realizado em Toronto, no Canadá.

É a primeira seleção internacional do curta, que foi rodado em junho do ano passado em Londrina com o trabalho de uma equipe espetacular que deu vida ao lindo roteiro de Alessandra Pajolla; um projeto que tive o prazer imenso em dirigir.

Para mim, foi uma experiência intensa e inesquecível. Começou – como sempre começa – com algumas folhas de papel, rascunhos, conversas com a Alessandra. Tínhamos em comum a vontade de realizar e de aprender pelo caminho. Foi uma construção e reconstrução que começou com as primeiras leituras em cafés, montagem da equipe, encontros na NTVídeo para castings, ensaios, prazos, planos, sonhos.

E, passo a passo, o filme foi se transformando nessa coisa viva, pulsante. O Inventário estava revelando seu verdadeiro caráter, sua vocação para vir ao mundo. Ele seria irrealizável sem a visão estética de Bruno Marconato, sem a fotografia onírica e corajosa de Anderson Craveiro, sem o apoio incondicional de Kung e o trabalho constante de Juliana Boligian, Camila Melara, Marina Stuchi, Bruno Bergamo, Thais Blanco, Carlos Fofaun Fortes e de toda a equipe de assistentes e de pós-produção que se dedicou completamente ao projeto.

Ao mesmo tempo que nascia o filme, os personagens escritos também ganhavam alma. Tive a sorte de encontrar pelo caminho o grande Adriano Garib, um mestre que proporcionou o meu maior desafio como diretor. O elenco secundário foi formado pelos velhos (e novos) amigos Jersey Gogel, Raissa Bessa, Luís Henrique Bocão, Luciano Pascoal e toda equipe de figurantes, que se comprometeram com o filme e mergulharam em seus papéis. Muito obrigado por me acompanharem nessa aventura.

A seleção em um festival é sempre importante porque valida o trabalho de toda a equipe. Pessoalmente, posso dizer que dirigir ‘Inventário’ reforçou o meu maior desejo: o de continuar fazendo Cinema. Sou eternamente grato por isso. Muito obrigado!

INVENTÁRIO

Adriano Garib
Raissa Bessa
Jersey Gogel
Luís Henrique Silva Bocão

Luciano Schmeiske Pascoal
Cauã Fonseca Agostini
Arthur Fonseca Agostini

Roteiro – Alessandra Pajolla
Direção de Fotografia – Anderson Craveiro
Design de Produção – Bruno Marconato
Direção de Arte – Camila Alcantara Melara
Som Direto – Bruno Bergamo
Produtor Executivo – Nilton Kenji Tanabe
Direção de Produção – Juliana Boligian
Figurino – Thais Blanco
Produção de Set – Marina Stuchi

1º Assistente de Direção – Alessandra Pajolla
2º Assistente de Direção – Carlos Fofaun Fortes
Continuísmo – Raquel M. Deliberador

Assistentes de Produção
Juliana Pereira
Yashiro Manuel Imazu

Assistente de Arte – Anna Martha
Assistente de Figurino – Adriana Lepri
Assistente de Som – Eduardo Lopes Touché

Assistentes de Fotografia – 
Leonardo Tanabe
Reinaldo Gabriel Martins (Schwartz)
Estevan Vicentini

Casting – Marina Stuchi
Produção de Locação – Bruno Marconato
Maquiagem – Ec Make Up
Músico | OST – Arthur Faraco
Charges – Fí

Still | Making Of – Marina Pires
Operador de Drone – Leonardo Tanabe
Operador de Steady – Manoel Coimbra
Gaffer – Ricardo Costa Barros

Montagem – Rafael Ceribelli Nechar
Trilha Sonora Original – Tim Fernandes
Mixagem de Som – Otavio Santos | Felipy Andrade (Overdub Audio)
Correção de Cor – Luis Cesar Terra

Figuração – Aleksa Marques | Bia Black | Benedita de Fátima | Bruno Fernandes Polli | Bruno Vieira Lionel | Caco Piacenti | Cao Oliver | Carol Alves | Derick Guerreiro Vaz da Costa | Eduardo Benvenhu | Gisele Fabris | Guizo | Hermano Pellegrini | Janaína Ávila | Larissa Pádua | Lucas Pullin | Luca Zamyr | Maicon Nalin | Marcelo Pajolla | Martim Fernandes | Marcos Cardoso Viscardi | Mark Raul Punk | Matheus Yuri | Matt Dinamite | Nathan Stuchi | Paulo Cesar Pires | Kurt Mcveight | Silvia França | Savignon | Vitor Struck | Vivian Sola | Yuri Muller

Trilha Sonora

Crappy Jazz – “Não Me Vê
Red Mess – “Raskólnikov”

Apoio –

Vida Frutê
Comfort Suites Londrina
Boussolé Gastrobar
Alameda Gastronomia & Pizzaria
Pizzaria Donatello
BangkokGarden Londrina
Café com Propósito – 100% vegano 
Ferro Velho Batista 
Pajolla Mídia
Grande Londrina
Pizza Show Londrina

Agradecimentos –

Antonio Nechar 
Bar Estoril
Kim Cana
Margarida Marcolino de Jesus
Marian Trigueiros
Rogério Tavares
Isaac Fontana

Produção – Ntv Cine Vídeo

* O filme foi produzido com recursos da Secretaria Estadual de Cultura do Paraná e da Ancine, através do edital de fomento à produção audiovisual 004/2017.

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