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Creatio Continua

Month: novembro 2011

Pretty as an Airport

* retirado do livro “The Long, Dark, Tea-Time of Soul”, de Douglas Adams

“It can hardly be a coincidence that no language on Earth has ever produces the expression “as pretty as an airport.”. Airports are ugly. Some are very ugly. Some attain a degree of ugliness that can only be a result of a special effort. This ugliness arises because airports are full of people who are tired, cross, and have just discovered that their luggage has landed in Murmansk (Murmansk airports are the only known exception to this otherwise infallible rule).

Kate Schechter stood and doubted. All the way out of London to Heathrow she had suffered from doubt. She was not a supersticious person, or even a religious person, she was simply someone who was not at all sure she should be flying over to Norway. But she was finding it increasingly easy to believe that God, if there was a God, and if it was remotely possible that any godlike being who could order the disposition of particles at the creation of the Universe would also be insterested in directing traffic on the M4, did not want her to fly to Norway either. All the trouble with the tickets, finding a next door neighbor to look after the cat, then finding the cat so it could be looked after the next-door neighbor, the sudden leak in the roof, the missing wallet, the weather, the unexpected death of the next-door neighbor, the pregnancy of the cat, even the taxi driver – when she had eventually found a taxi – has said “Normay? And what you want to go there for?” And she hadn´t instantly said “The aurora borealis!” or “Fjords!” but had looked doubtful for a moment and bitten her lip, he had said “forget Norway, go to Tenerife.”

There was an idea…

Tenerife.”  

Sobre Homens e Zumbis

Post referente aos episódio 1-4  de “The Walking Dead” – segunda temporada.

 

 

O cenário pós-apocalíptico da série The Walking Dead continua sendo impressionante.  Durante os quatro primeiros episódios da segunda temporada da série,  depois de uma surpreendentemente bem construída first season – de apenas 6 capítulos, tecnicamente impecáveis – a narrativa da segunda temporada consegue manter o nível mesmo depois de era de uma season finale com rumo incerto.

Eu não li os quadrinhos de Frank Darabont, e o rumo que tudo isto vai tomar ainda é uma surpresa pra mim. É ótimo observar que a expectativa criada pelos primeiros 6 episódios de “Walking” foi atendida e, até mesmo, superada. “Deus, eu preciso de um sinal…apenas um sinal” clama o policial Rick Grimes, em frente a uma cruz, em uma igreja com cadáveres espalhados pelo chão. A situação é desesperadora: presos no meio de uma estrada congestionada por carros vazios, o grupo de sobreviventes à grande epidemia – que, tudo indica, transformou a maior parte da humanidade em mortos comedores de cerébro –  tenta lutar contra à falta de água, combustível, balas, e ‘passeatas zumbis’ com milhares de monstros itinerantes e famintos. No meio de um desses contratempos, a pequena Sophia foge para o meio da selva, acabando sozinha e perdida.

Toda a comoção do grupo se resume nessa busca desesperada por Sophia. Depois de dois dias procurando pela garota, e encontrando só a morte por todos os lados, Rick, desesperado, se volta para Deus por respostas. O final do primeiro capítulo da primeira temporada é avassalador, mudando toda a dinâmica estabelecida anteriormente e mudando tragicamente a série. Genial.

Meu objetivo não é de trazer spoilers aqui, e evito ao máximo entregar situações cinematográficas que só vão ser desvalorizadas por palavras. O que posso dizer é que ainda existe vida fora da pequena comitiva, e que a introdução da Família Greene , liderada pelo velho veterinário/médico Hershell, acrescenta pontos interessantes e discussões existenciais que talvez eu possa recortar para alguma aula minha de Filosofia; “Se Deus existe, é bom, poderoso e onipotente, porquê o mal existe?”; a pergunta de Santo Agostinho ressoa cada vez mais nos corações dos personagens de “Walking”, e o veterano Hershell contrapõe esse conflito, analisando a situação estoicamente – “Deus dará”, “Tudo acontece por um motivo”. Em uma das conversas mais interessantes da série até o momento, Rick e Lori discutem sobre se vale a pena manter a esperança, e se não é melhor optar pelo suicídio do que viver no sofrimento constante de um mundo infectado.

A virtude da série é exatamente essa: existe sangue, existe fuga, tensão e terror dos morto-vivos mas, por outro lado, a receita também conta com conflitos emocionais e psicológicos, e personagens profundos e reais, fugindo de estereótipos de bem e mal, vilão e mocinho (note a transformação maligna de Shane e as atitudes generosas do nazista Daryl).

Uma coisa, o teaser da temporada já entrega. A luta pela sobrevivência dos homens pode vir a ser, afinal, muito mais perigosa do que qualquer ameaça zumbi.

Nota – 5/5 (Imperdível)

 

 

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