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La Caccia | San Mauro Film Festival (STIFF)

A Caça | La Caccia
cortometraggio | 13’30
Jersey Gogel | Rafael Fabris Guedes | Miguel Arcanjo de Castro |

sceneggiatura e regia: Rafael Ceribelli | direzione della fotografia: Gustavo Minho Nakao | produzione di set e camera 2: Renata Cabrera | suono diretto: Eduardo Lopes Touché | colonna sonora: Tim Fernandes | montaggio: Rafael Ceribelli | dirigente esecutivo: Guilherme Peraro e Rafael Ceribelli | foto e poster: Marina Pires


 

Pessoal, é com imensa alegria que recebi a notícia que nosso curta-metragem A Caça foi selecionado como semi-finalista no San Mauro International Film Festival (STIFF) – festival realizado na cidade de Turim, na Itália. Essa é a estreia do curta em festivais internacionais.

O curta A Caça foi gravado em uma fazenda no interior de São Paulo de maneira independente em junho do ano passado, e a realização do filme só foi possível pelo apoio e dedicação de parceiros e por uma equipe apaixonada por cinema e unida pela vontade de realização. Gostaria de agradecer novamente os atores Jersey Gogel e Rafael Fabris Guedes pela dedicação total no estudo desses personagens, além da participação de Miguel Arcanjo e de toda ajuda de Oscar Alberto Bordin, André Alberto Bordin e Nilton Castro de Azevedo; sem eles a realização seria impossível.

Grazie Mille a tutti!
Andiamo avanti sempre!


È con grande gioia che ho ricevuto la notizia che il nostro cortometraggio La Caccia è stato selezionato come semi-finalista al San Mauro International Film Festival (STIFF) – un festival realizzato nella città di Torino, in Italia.

La produzione del film è stata possibile solo grazie al sostegno e alla dedizione de un gruppo appassionato per il cinema e unito dalla volontà di raggiungere un buon lavoro. Vorrei ringraziare specialmente gli attori Jersey Gogel e Rafael Fabris Guedes per loro dedizione alla performance di questi personaggi, così come la partecipazione di Miguel Arcanjo e tutto l’aiuto di Oscar Alberto Bordin e André Alberto Bordin; senza di loro la realizzazione sarebbe impossibile.

A Caça – 19º Festival Kinoarte

matéria escrita por Fábio Luporini, no PortalDuo

O primeiro filme de Rafael Ceribelli tem data de estreia marcada: 18 de novembro dentro da competitiva londrinense de curtas, programação do Festival Kinoarte de Cinema, que será realizado de 12 a 24 deste mês. A sala? O Cine Teatro Ouro Verde, reconstruído depois de um incêndio e charmosa como sempre. A caça foi gravado num fim de semana, com equipe reduzidíssima.

“É um curta metragem que fizemos em junho numa fazenda de um amigo, com equipe reduzida e financiamento próprio. Eu já tinha na gaveta há uns dois anos e pensei que era hora de gravar”, conta Ceribelli. No elenco estão Rafael Guedes e Jersey Gogel, este último tanto professor do Rafa quanto meu professor, no curso de Jornalismo, na Unopar. “O Jersey foi meu professor, fez parte de uma série sobre família e eu gostei do casting.”

Depois de duas semanas de ensaios, a equipe foi para a fazenda filmar. Ceribelli assina o roteiro e a direção, Gustavo Nakao é o diretor de fotografia, Renata Cabrera está na segunda câmera e na produção do set, além de Eduardo Lopes Touché como técnico de som e dos dois atores. Só. Tudo para contar a história de um pai, vivido por Jersey, que leva o filho para caçar pela primeira vez. Nessa ocasião, os dois têm uma conversa de pai para filho. “É algo independente, na raça, e que atingiu uma qualidade.”

As fotos e o cartaz são de Marina Pires.

Entrevista no programa “Modos de Vida”, com Patrícia Zanin

*Entrevista realizada no dia 19/05/2017, na Rádio UEL FM. Release de Mariana Sanches

“Quando eu dizia que queria fazer cinema, todo mundo falava: você é maluco”. O diretor e roteirista Rafael Ceribelli Nechar está com três projetos nessa área. O curta A Caça; o western Sertão de Sangue e uma série para TV. Em entrevista ao Modos de Vida, ele contou também como é o seu trabalho para a Netflix: assiste filmes e faz relatórios, contando os pontos específicos de cada obra. “É um trabalho menos artístico do que parece”, comenta.

Formado em Filosofia e Jornalismo, Ceribelli diz que trabalhar com cinema em Londrina é a realização de um sonho. Ele está no novo projeto do diretor e cineasta Rodrigo Grota. Serão filmados 26 episódios de 13 minutos cada (o equivalente a quatro longas). De acordo com Ceribelli, o objetivo principal dos curtas é trabalhar o universo da imaginação infantil.

Ele afirma que falta mão-de-obra para o cinema em Londrina e para formar mais gente da área, a produtora Kinopus Audiovisual e a Aliança Francesa promovem uma Oficina de Roteiro com o premiado roteirista, escritor e dramaturgo Doc Comparato. A oficina começa hoje e vai até sexta, das 19 às 22 horas. A inscrição tem o valor de 400 reais. Restam poucas vagas. Mais informações pelo telefone 3324 7508.

Andrea Tonacci

Não sei se é só comigo. Não sei se posso chamar de sincronismo junguiano, padrão no caos ou mera coincidência.

O que sei (e sinto) é que, volta e meia, durante esse ritual eterno e sem sentido de remexer gavetas velhas e desenterrar esqueletos de texto,  me vejo de frente com um sentimento recorrente: é o passado gritando nos ouvidos do agora, reverberando como um sino dentro de uma imensa catedral vazia.

Dessa vez, foi uma entrevista. Assinei ela para a Folha de Londrina em 19 de fevereiro de 2011 quando, vestido com a ‘capa’ de repórter cultural conversei pela primeira vez com o cineasta Andrea Tonacci; reconhecidamente um dos maiores expoentes do cinema marginal brasileiro. Não lembro dessa entrevista, e nem dela ter me despertado qualquer sentimento particular – conhecia apenas superficialmente o trabalho de Tonacci na época e não me interessava muito. Esqueci tudo rapidamente. Olhando para trás, eu era meio ingênuo. Ou idiota. Ou as duas coisas.

A entrevista segue abaixo:

Qual é a maneira ideal de se aprender a fazer cinema? 

Tonacci – Quanto ao aprender, só tentando, só fazendo. Para mim pensar cinematograficamente tem a ver com o aprendizado dos sentidos, a um estado de atenção mais consciente. O resto é braçal, suor e lágrimas, mecânico, digital, etc… Hoje, com 67 anos de idade, entendo a continuação do meu aprendizado cinematográfico como um procedimento de desapego a conceitos e imagens pré-existentes, persistentes, reincidentes. É como ter aprendido que é preciso fechar os olhos para ver o fluxo do próprio imaginário.

Qual a sua impressão sobre o crescimento do mercado do cinema brasileiro e a abertura de novos cursos sobre o assunto? 

Tonacci – Só se for o crescimento da linguagem de TV nas salas de cinema. Aliás, salas de shopping – lojas. Nelas, o consumido é o espectador. Cabide temporário do que lhe derem para ver e vestir. O Brasil é essencialmente mercado e serviços, é o “projeto Brasil”. E mercado só cresce, senão não é mercado. Nisso, constato que a grande maioria dos cursos são para criar deslumbrados funcionais, futuros frustrados passionais, para operação da parafernália tecnológica mutante. Enquanto o aprendizado do pensar, olhar, ver, ouvir, sentir, imaginar, nada disso é essencial. Só conheço um único curso que inclui, por exemplo, filosofia na área do audiovisual.

Em sua opinião, ainda existe público e espaço para o cinema dito “marginal”, com propostas de linguagem diferenciadas? 

Tonacci – Basta entrar na web para você ver a quantidade de filmes marginalizados e de “marginais” copiando, baixando… É a partir de agora que esse cinema livre vai aparecer como potência global de enfrentamento à indústria bélica do audiovisual indiferenciado. E sua exibição é independente de qualquer controle.

Em entrevista para a revista Contracampo, o senhor diz esperar que a garotada tenha raiva do que está acontecendo no mundo. Sobra conformismo para a juventude de hoje? 

Tonacci – Não creio, é o terrorismo de estado que cresceu. Sua violência física, ética e moral redimensionou a condição do sentimento de liberdade e de revolta. Hoje briga-se pela visibilidade, uma briga de foice! Vale tudo para se dar bem, e dane-se o mundo. A autoimagem pública foi incorporada à identidade pessoal. Os filmes expressam a mutante condição humana diante do mundo que o próprio homem constrói. Mas aí estão revoltas populares e homens bomba para provar que a insatisfação está no auge. Veja o incorformismo que rola da web e explode socialmente, os filmes “clandestinos” são exibidos de mão em mão, as pessoas têm fome absoluta do diferenciado.

Como funciona seu processo criativo?

Tonacci – Ficar quieto, acalmar, deixar esvaziar tudo, voltar ao momento presente dos sentimentos e aguardar atento a formação de uma nova onda, ir ao seu encontro, entender sua força, velocidade, deixar-me levar e surfá-la, mas pode ser que não seja a boa, então nado de volta… mas é sempre o mesmo mar… que são meus sentimentos, questionamentos, emoções. Recentemente compreendi que Pereio no “Bang bang” (1970) é o mesmo personagem do Carapirú no “Serras da Desordem” (2006). O mesmo homem diante do mesmo mundo, o mesmo homem em dois momentos de sua vida. Depois é muita pesquisa, trabalho braçal, permeação na realidade cotidiana e questionamento constante.

*retirado do livro “Conversas com orson Welles”, de André Bazin

orson-welles

 

 

Procuro sempre a síntese: é um trabalho que me apaixona, pois devo ser sincero em relação ao que sou e não passo de um experimentador; experimentar é a única coisa que me entusiasma. Não me interesso pelas obras de arte, pela posteridade, pela celebridade, apenas pelo prazer da própria experimentação: é o único domínio em que me sinto verdadeiramente honesto e sincero.

Não tenho devoção alguma ao que faço; é realmente sem valor aos meus olhos. Sou profundamente cínico em relação ao meu trabalho e à maioria das obras que vejo no mundo. Mas não sou cínico ao ato de trabalhar sobre uma matéria-prima. É difícil explicar. Nós, que fazemos profissão de experimentadores, herdamos uma velha tradição: alguns foram grandes artistas, mas nunca fizemos musas de nossas amantes.

Agora estou escrevendo e pintando, buscando um meio de gastar minha energia, pois passei a maior parte dos últimos anos correndo atrás de dinheiro; se fosse escritor, ou sobretudo pintor, não teria que fazer isto. Não posso passar o resto da minha existência em festivais ou em restaurantes mendigando fundos.

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